Hoje estreou um novo programa de viagens, na RTP2, que pretende dar a conhecer os doze últimos países que entraram na União Europeia, desde 2004. Ah, como gosto de programas de viagens, sinto que também eu sou caixeiro-viajante, turista ambulante e posso deliciar-me a espreitar novas realidades, culturas e vivências. O país escolhido para o arranque foi Malta (que saudades que tenho de Malta) e intentou ser como um guia não convencional de viagens, fixando-se em pequenos pormenores e não no incontornável de cada país. Alguns dos apontamentos mencionados dizem tudo: a transparência das águas mediterrânicas, a fusão europeia/oriental, a densidade estonteante de igrejas por metro quadrado, os autocarros
vintages, a folia nocturna, a insularidade, o peso da História na paisagem quente, o retiro intemporal de poetas, estadistas, nobres e anónimos, Corto Maltese, a língua críptica e aglutinadora de influências, resistência (quanto mais não seja ao calor africano que se faz sentir no Verão), baías e... tanto mais. A palavra Malta significa refúgio, não podia estar mais de acordo.

(P.S.- isto não são efeitos especiais, a cor da água é mesmo assim) :)